Nas Bodas de Caná ficou muito claro que o vinho novo das promessas de Deus é melhor do que as eventuais providências humanas. Deus sempre nos supera, sem desvalorizar o esforço humano. Somos os servos chamados a encher as talhas de água, que eram destinadas às purificações dos judeus. Nem eram águas cristalinas! Hoje é melhor do que ontem, e amanhã será melhor do que hoje!

«Meus olhos viram a Salvação» (Lc 2, 30): são as palavras de Simeão, que o Evangelho apresenta como um homem simples, um homem «justo e piedoso» (2, 25). Mas, dentre todos os homens que estavam no templo naquele dia, só ele viu, em Jesus, o Salvador. Que viu ele? Um menino; um pequenino, frágil e simples menino. Mas n’Ele viu a Salvação, porque o Espírito Santo lhe fez reconhecer, naquele terno recém-nascido, «o Messias do Senhor» (2, 26). Ao tomá-Lo nos braços, percebeu, pela fé, que n’Ele Deus cumpria as suas promessas. E assim ele, Simeão, já podia partir em paz: vira a graça que vale mais do que a vida (cf. Sal 63/62, 4), e nada mais esperava.