Estamos no mês de setembro, para nós que habitamos o hemisfério sul do planeta, começamos a estação da Primavera. Embora vivamos as consequências do aquecimento global, com as indefinições das estações do ano, gostaria de começar nossa conversa amiga aproveitando daquilo que entendemos por estação da Primavera: estação das flores, do renascer, da beleza da natureza. Ao falar em flores, não podemos esquecer Maria, a Mãe de Jesus, como nos diz a canção que entoamos no Tempo Litúrgico do Advento: “Da cepa, brotou a rama, da rama, brotou a flor, da flor nasceu Maria, de Maria o Salvador”

        Quase todos os artigos falarão do Coração de Jesus, que chamamos Sacerdotal, ele é fonte de todos os Sacramentos, e como diz um dos artigos desta edição, somos convidados a fazer como o discípulo amado na sua última noite com o Cristo: a encostar o ouvido no peito do mestre para mergulhar no seu Coração.

          Por isso, convido-vos a lerem os artigos com um espírito de oração, mansidão e humildade, para saborear no corpo e na alma as preciosas dádivas que brotam do lado aberto de Cristo.

Escrevo estas linhas na Capela onde o S. Coração de Jesus se dignou revelar-se à sua esposa Predileta S. Margarida Maria, o corpo dela está a poucos passos, à minha direita, assim que com um só olhar abraço o Tabernáculo e o Altar da Santa tão felizarda. 

Celebrei de manhã a S. Missa ao Altar das aparições e ontem e hoje passei um pouco de tempo aqui perto do Senhor. (…)  

          A Jornada de Santificação Sacerdotal foi um desejo específico do Coração de Cristo, fruto de uma particular inspiração. Padre Mario Venturini, nosso Fundador e primeiro promotor da iniciativa, estava convencido disso. No ano 1947, no mês de março, anotava no seu diário: “O projeto do Dia de Santificação Sacerdotal chegou  à minha mente no mês de novembro do  ano passado, um pensamento que me  dominava cada vez mais”.