Palavra Amiga – Edição 3

Caríssimos/as leitores/as de Voz Amiga,

 

            Mais uma vez chegamos até você com este número da nossa revista eletrônica. Esperando encontrara todos com ternura e paz, ainda que passemos por este período difícil, procuremos enfrentar com fé e abandono no Senhor!

   

            Uma Flor chamada Maria

         

            Estamos no mês de setembro, para nós que habitamos o hemisfério sul do planeta, começamos a estação da Primavera. Embora vivamos as consequências do aquecimento global, com as indefinições das estações do ano, gostaria de começar nossa conversa amiga aproveitando daquilo que entendemos por estação da Primavera: estação das flores, do renascer, da beleza da natureza.

            Ao falar em flores, não podemos esquecer Maria, a Mãe de Jesus, como nos diz a canção que entoamos no Tempo Litúrgico do Advento: “Da cepa, brotou a rama, da rama, brotou a flor, da flor nasceu Maria, de Maria o Salvador” No calendário litúrgico celebra-se, no dia 15 de setembro, a Festa de Nossa Senhora das Dores. Para a “Obra” de Pe. Mário Venturini, é ocasião de festejarmos o título característico que o nosso amado Fundador deu a Maria Santíssima: Maria, Mãe do Sacerdote! A nossa padroeira! Este nosso número de Voz Amiga traz como tema: Maria.

 

            Maria, Mãe do Sacerdote

          No calvário, aos pés da cruz, Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus quis confiar sua mãe a todos nós Naquele momento em particular, assim o fez na pessoa do discípulo amado: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27). De fato, João representava cada um de nós que acolhemos Maria, como nossa Mãe, mas de modo todo especial João representava os sacerdotes.
Levar Maria para casa, eis aqui a missão de São João Apóstolo! Levar Maria para a nossa casa, o nosso coração, a nossa vida; eis a missão que o Senhor Jesus confia a cada um de nós!
De fato, temos que nos perguntar com frequência se Maria faz parte de nossa vida, se damos a devida atenção filial a ela: recorremos a sua proteção e refúgio?

 

 

            Uma Mãe atenta as nossas necessidades

          Maria com amor de Mãe continua a nos socorrer, a se preocupar conosco, a apresentar ao Seu Filho Jesus Cristo as nossas necessidades, anseios, preocupações! Assim. o nosso relacionamento com Maria não pode se basear apenas naquilo que precisamos e que apresentamos em nossos rogos a Ela. Um relacionamento verdadeiramente familiar, filial, de alguém que ama e protege também sua mãe, quando ela é agredida ou ofendida por filhos que não a acolhem como Mãe.
O coração de nossa Mãe Maria é sempre cheio de ternura, compaixão e de todos os outros sentimentos que uma mãe amorosa tem para com os seus filhos. Ela quer a nossa alegria, a nossa paz e serenidade para que assim possamos viver bem a nossa vida e missão neste mundo.

 

            Os filhos prediletos e as Mães Espirituais

          Imaginemos então queridos/as irmãos/ãs em Cristo, como Nossa Senhora se preocupa e quer que seus filhos prediletos (os sacerdotes e demais ministros ordenados) vivam protegidos e amados. Ela que foi morar na Casa do Apóstolo João. Tornou-se mãe, companheira, sempre estimulando-o e os demais apóstolos a não esquecerem o que Jesus, seu Filho, havia dito e feito. Recordando e incentivando-os a não desanimarem, a enfrentarem com coragem os desafios da missão confiada a eles, de anunciarem o Evangelho da Vida e consequentemente o Reino de Deus.
Não faz muito tempo (10 anos atrás), quando celebrávamos o Ano Sacerdotal (2010), o então Papa Bento XVI, escrevia e exortava às Religiosas de modo particular a tornarem-se mães espirituais dos sacerdotes. Que bela inspiração de Bento XVI! Esta maternidade, digamos assim, adotiva pode bem ultrapassar os muros de nossos conventos. Pode chegar a tantas pessoas, mulheres de boa vontade, casadas, mães de famílias ou solteiras que rezam e oferecem seus sacrifícios para o bem de seus filhos espirituais, os sacerdotes.
Não deixemos morrer essa iniciativa! Divulguemos para que tantas outras mães espirituais surjam e “adotem” um filho sacerdote. Algumas destas mães assumem essa missão no silêncio de seus corações, sem muitas vezes nem se quer o próprio “filho” sacerdote o saiba. Procuram viver assim, sem fazer propagandas, vivendo na intimidade do coração de Jesus e Maria.
Que todos os sacerdotes possam sempre mais se sentirem amados e acolhidos, na maternidade de Nossa Senhora, mas também de tantas outras mães que são apoio e sustento em suas necessidades, sobretudo espirituais.

           

           O Exemplo de Maria

          Nossos padres necessitam dessa presença e assistência espiritual! Vivendo e perseverando na “escola de Maria” , aprenderemos as melhores lições de como agir na vida de um padre que adotamos espiritualmente. Basta recordar aquilo que os Evangelhos falam quando fazem referência a presença de Nossa Senhora na vida e missão de Jesus Cristo, seu Filho e consequentemente na vida e missão da Igreja.
Maria é silenciosa, discreta, atenciosa, presente… teríamos com certeza uma infinidade de adjetivos para atribuir à pessoa de Nossa Senhora. O seu exemplo pode e com certeza inspira muitos a viverem uma fé genuína e consequentemente sentindo-se chamada a esta maternidade espiritual, fonte de grande inspiração e riqueza espiritual.
Eis aqui um aspecto importante para ser mãe espiritual de um sacerdote: ser discreta, ser pessoa de oração e comunhão com Deus e com a Igreja. Acolher mesmo na dor todas as situações que a vida nos apresenta. Um coração cheio de fé e de Deus, como foi o coração de Maria que, mesmo diante da cruz injusta de seu Filho, continuou dando o seu “sim”, o seu “faça-se.” A oferta de Maria é sem medidas, sem reservas. O seu sim, comprometeu toda a sua vida e a vida de cada um de nós, de toda a humanidade!
Por isso, com o coração agradecido invoquemos a proteção de Maria sobre toda a humanidade e de modo particular para todos os sacerdotes. Deus abençoe a todos e a cada um de vocês leitores/as amigos/as.

 

          Bom início de Primavera e boa caminhada para todos/as!

       

 

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Padre José Antonio de Sousa, CJS.
Delegado do Superior Geral para o Brasil e conselheiro geral da Congregação de Jesus Sacerdote.

 

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