Formação Laical – O ANO DE SÃO JOSÉ “Com o Coração de Pai.”

Imagem de São José – Paróquia Senhor do Bonfim Osasco|SP

          Papa Francisco convocou o “Ano de São José” em comemoração aos 150 anos da proclamação deste santo, como Padroeiro da Igreja Universal. O ano será celebrado em toda a Igreja, a partir do dia da Bem-aventurada Virgem Imaculada, 08 de dezembro de 2021, até 08 de dezembro de 2022. Celebrando um ano especial, no qual todo fiel tenha possibilidade de empenhar-se com orações e boas obras, podendo reforçar cotidianamente a própria vida de fé no pleno cumprimento da vontade de Deus, sob o patrocínio deste augusto guardião.

          A Carta apostólica “Patris Corde” traz os sinais da pandemia da Covid-19, que – escreve Francisco – partilhando algumas reflexões pessoais sobre a figura extraordinária de São José, tão próxima da condição humana de cada um de nós; aproxima-nos de tantos que neste momento vivem sua missão e protagonismo de forma tão discreta. Em meio a esta crise que nós afeta, o Santo Padre nos aponta o esposo da Virgem Maria, como alguém em quem podemos encontrar um exemplo, um intercessor, um amparo e guia nos momentos de dificuldades.

          O documento pontifício está dividido em sete capítulos e cada um nos apresenta São José com uma característica significativa do pai putativo de Jesus. O primeiro capítulo com o título – Um amado pai, – apresenta o santo fazendo de sua vida um serviço, um sacrifício ao mistério da encarnação. Ofertando sua vocação humana ao amor doméstico na oblação sobre-humana de si mesmo, do seu coração e de todas as suas capacidades no amor colocado a serviço do Messias, nascido em sua casa, assim também nos faz notar São Paulo VI.

          O segundo capítulo – Pai da ternura –, José via Jesus crescer “em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). do mesmo modo que o Senhor fez com Israel, assim ele ensinou Jesus a andar, segurando pela mão. Jesus viu a ternura de Deus em José: “Como um pai se compadece dos filhos, assim se compadece o Senhor dos que o temem” (Sl 103,13). 

          O terceiro – Pai na obediência –, indica que O desígnio de Deus e sua obra se revelam a José por meio de quatro sonhos. O carpinteiro não hesita em obedecer a Deus lhe dando uma resposta imediata; em todas as circunstancias soube pronunciar o seu “fiat”, assim como Maria na Anunciação e Jesus no Getsêmani. Nos diz Francisco: “José foi chamado por Deus para  servir diretamente a pessoa de Jesus, mediante o exercício de sua paternidade”. 

          Quarto capítulo – Pai no acolhimento . A vida espiritual que José nos mostra, não é um caminho a ser explicado, mas um caminho a ser acolhido. O acolhimento é um modo pelo qual se manifesta, na nossa vida, o dom da Fortaleza que vem do Espírito Santo; este acolhimento de José nos convida a receber os outros, sem exclusão.

Imagem de São José – Paróquia Senhor do Bonfim Osasco|SP

          Quinto capítulo – Pai com coragem criativa . José é o homem por meio de quem Deus cuida dos primórdios da história da redenção, é o verdadeiro milagre pelo qual Deus salvou o Menino e sua Mãe; esta coragem criativa aparece sobretudo nos momentos de dificuldade.

          O sexto capítulo – Pai trabalhador –, destaca um aspecto que caracteriza José que é sua relação com o trabalho. Era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento de sua família; o mesmo é exemplo e patrono na Igreja.

          Sétimo capítulo – Pai na sombra. O ultimo capítulo faz soltar aos olhos dentro da carta porque apresenta uma característica talvez não tão mencionada. José nunca colocou a si mesmo no centro, soube descentralizar-se, colocando Jesus e Maria no centro de sua vida Ele sempre soube que aquele Menino não era seu, foi simplesmente confiado aos seus cuidados. José é para Jesus, a sombra na terra do Pai celeste que o guarda, o protege, seguindo seus passos, sem jamais se afastar dele.

          A carta nos subsidia Para uma perfeita vivencia do Ano Santo, a Igreja concede  Indulgência Plenária nas condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre. A todo fiel são apresentadas algumas ocasiões e modalidades para bem viver: obras de misericórdia corporal e espiritual, recitação do Santo Rosário nas famílias, recitar alguma oração legitimamente aprovada ou ato de piedade em honra a São José e outros.

          O objetivo da carta apostólica é aumentar o amor pelo grande Santo, São José, para que cada fiel se sinta impelido a implorar sua intercessão e imitar suas virtudes e zelo. “São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, reflete a maternidade de Maria” (Patris Corde).

          Roguemos a São José, implorando a graça das graças: a conversão de todos, repetindo esta pequena oração que se encontra no final da carta:

 

Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria!

A vós, Deus confiou o seu Filho;

Em vós, Maria depositou a sua confiança;

Convosco, Cristo tornou-se homem.

Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós

e guiai-nos no caminho da vida.

Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,

e defendei-nos de todo mal.

Amém!

 

São José – Rogai por nós!

 

 

Clique aqui para baixar este artigo em PDF

 

 

 

Fábio Dias Menezes. 
Aspirante da Congregação de Jesus Sacerdote e redator da Revista Voz Amiga.

 

 

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: